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sábado, 18 de dezembro de 2010

Há cinco anos o São Paulo conquistava o Mundo pela terceira vez

Sáb, 18 de Dezembro de 2010 07:17


Luis Fabiano, França, Kaká, Júlio Batista, Ricardinho e muitos outros jogadores são donos de inegável qualidade técnica. No São Paulo, porém, não conseguiram conquistar um grande título de expressão. Para piorar, os fracassos colecionados em torneios eliminatórios fizeram com que o time do Morumbi ganhasse dos rivais um rótulo indigesto entre o fim dos anos 90 e o início da década de 2000: 'amarelão'.

A partir de 2004, a diretoria encabeçada pelo presidente Marcelo Portugal Gouvêa e pelo diretor de futebol Juvenal Juvêncio decidiu apostar em um grupo sem grandes astros para resgatar o orgulho da torcida, que amargava decepções desde a perda da Libertadores de dez anos antes, que talvez caracterize a maior tragédia da história são-paulina. Os frutos seriam colhidos em 2005.

Jogadores como Cicinho, Fabão, Josué, Mineiro, Danilo, Aloisio e Grafite, destaques em clubes menores, entraram em perfeita sintonia com atletas mais experientes como Rogério Ceni, Júnior e Amoroso. Aliado a tudo isso, estava o espírito de liderança de Diego Lugano, que chegou sob desconfiança de jornalistas e torcedores, mas revelou-se um grande xerife e tornou-se ídolo dos tricolores.

"Não só o Lugano, mas também o Júnior, que já tinha experiência no futebol europeu, o Mineiro, que era calado mas dentro de campo também era um líder, o Josué, eu, o Rogério... O time tinha uma espinha dorsal com experiência", lembrou o atacante Amoroso, em entrevista à Gazeta Esportiva.Net.

No início daquele ano, com Emerson Leão no comando, a equipe já havia faturado o Campeonato Paulista com sobras. Depois, mesmo com a saída do treinador, que foi para o Japão pagar uma "dívida de gratidão com um velho amigo", faturou a Copa Libertadores após 12 de jejum, sob a batuta de Paulo Autuori, garantindo vaga no Mundial de Clubes da Fifa, no Japão.

Em 2005, o torneio deixou de ser disputado apenas por dois clubes e passou a contar com todos os campeões continentais. O Tricolor entrou na competição nas semifinais e encontrou mais dificuldades que o esperado contra o Al-Ittihad (Arábia Saudita), do brasileiro Tcheco, no Estádio Nacional de Tóquio.

Em grande fase, Amoroso abriu o placar logo aos 15 minutos do primeiro tempo, mas Noor empatou aos 32, aproveitando rebote de Rogério Ceni. Amoroso voltaria a balançar as redes logo no primeiro minuto da etapa complementar, pouco antes do estreante Aloisio sofrer pênalti bem cobrado pelo goleiro artilheiro: 3 a 1. Ainda antes da metade do segundo tempo, Al Montashari diminuiu e transformou os minutos finais da partida em uma contagem regressiva que terminaria com classificação brasileira.

Angustiados após a difícil partida de estreia, os jogadores do São Paulo ficaram ainda mais temerosos ao assistirem de perto a vitória do Liverpool por 3 a 0 sobre o Saprissa, da Costa Rica, em Yokohama. O gigante Peter Crouch, com imponentes 2,01m, marcou dois gols, enquanto o craque Gerrard anotou o outro. A facilidade dos ingleses parecia desanimar os tricolores, mas havia uma arma secreta.

"Nós sabíamos do favoritismo do Liverpool, mas a situação mudou depois da preleção do Autuori. Ali o grupo começou a ganhar o jogo, porque ele fez uma avaliação impressionante de como a equipe deles jogava", contou o capitão Rogério Ceni, momentos após erguer a taça do torneio, depois de 90 minutos de muito sofrimento, há exatos cinco anos.

Sem sofrer gols há 11 jogos, os comandados de Rafa Benítez sentiam-se "imbatíveis", de acordo com o capitão Gerrard, mas curiosamente entraram em campo sem uma das armas mais temidas pelos brasileiros: Crouch começou no banco, enquanto Morientes e Luís Garcia tinham a difícil (e, naquele dia, impossível) missão de superar o sistema defensivo do São Paulo.

Do outro lado, a dificuldade era parecida, mas o Tricolor possuía um elemento surpresa: Mineiro, aos 26 minutos do primeiro tempo, recebeu lançamento de Aloisio e surpreendeu Hyypia, zagueiro grandalhão que nada pôde fazer a não ser olhar a conclusão precisa do camisa 7.

O mundo estava aos pés do São Paulo, mas as mãos de Rogério Ceni ainda tiveram de praticar alguns milagres - inclusive na célebre falta cobrada por Gerrard, aos seis minutos do segundo tempo. Além da inspiração do capitão, o Tricolor contou com a ajuda da trave e assistiu apreensivo aos três gols ingleses, bem anulados pelo auxiliar canadense Hector Vergara.

Quando já não havia mais unhas para roer, o apito final do mexicano Benito Archundia foi o estopim para uma festa sem fim dos milhares de são-paulinos nas arquibancadas do Estádio Internacional de Yokohama e dos milhões espalhados pelo Brasil. "Não tenho como explicar, só quem vive esse momento sabe como é", dizia Mineiro, o herói.

Três dias depois do título, uma multidão "incontável", segundo a Polícia Militar, foi às ruas da capital paulista para receber os campeões e espantar de vez a fama de 'amarelão'. O trajeto, percorrido em cima de um trio elétrico, estava completamente tomado por são-paulinos desde o Aeroporto de Guarulhos até o Morumbi, com direito a encontros com o então prefeito José Serra e com o governador Geraldo Alckmin, respectivamente na Prefeitura e no Palácio dos Bandeirantes.

"Essa é a maior festa que a cidade já viu, graças a vocês. Obrigado! Temos a maior torcida do mundo", festejou Rogério Ceni, em cima do 'Demolidor', caminhão com mais de quatro metros de altura cedido pela patrocinadora do clube.


Fellipe Lucena, Gazeta Esportiva


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