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quinta-feira, 7 de julho de 2011

São Paulo e Rio são as cidades mais caras da América Latina

O Globo
(http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/economia/mat/2011/07/07/sao-paulo-rio-sao-as-cidades-mais-caras-da-america-latina-924858826.asp)


07/07 às 19h23

Andrea Freitas (andrea.freitas@oglobo.com.br)


RIO - Sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016, o Brasil abriga as cidades mais caras da América Latina para se viver, segundo a pesquisa "Worldwide Cost of Living" (Custo de Vida Mundial, em tradução livre), divulgado nesta quinta-feira pela Economist Intelligence Unit. O Rio de Janeiro aparece como a 41ª colocada no ranking, com um custo de vida parecido com o de Los Angeles (EUA). São Paulo é ainda mais cara, na 31ª posição de uma lista de 133 cidades de 93 países, com custo de vida semelhante ao de Roma (Itália).

Tóquio aparece como cidade com o custo de vida mais elevado do mundo, seguida por Oslo (Noruega), Osaka (Japão) e Paris (França). Karachi, no Paquistão, é mais barata, enquanto Atlanta é a mais barata dos EUA, com custo equivalente ao de Kiev (Ucrânia). Budapeste, na Hungria, foi a cidade cujo custo de vida mais subiu nos últimos 12 meses, passando da 93ª colocação para a 76ª. Já a que mais caiu na lista foi Istambul, na Turquia, que perdeu 24 posições, passando para o 52º lugar.

As duas principais metrópoles brasileiras estão à frente de qualquer cidade americana. Chicago é a mais cara dos EUA, na 44ª posição, enquanto Nova York aparece na 49ª. Há cinco anos, São Paulo ocupava o 81º lugar e o Rio, o 83º. Em 2001, a 97ª posição era dos paulistas, seguidos dos cariocas. Jon Copestake, responsável pela pesquisa, explica que o aumento no custo de vida nas duas principais cidades do Brasil deve-se principalmente à valorização do real.

- O Brasil passou por uma desvalorização da sua moeda e agora vive um fortalecimento do real. O real forte torna o Brasil mais caro em comparação com outros países - diz. - O Brasil também é um país com uma inflação considerada alta, num cenário em que o preço das commodities também está subindo, o que ajuda a explicar a posição brasileira no ranking.

Já nos Estados Unidos, o cenário é diferente. Embora os americanos possam não ter notado, o custo de vida no país está comparativamente mais barato em relação a outras cidades do mundo. Todas as cidades americanas pesquisadas perderam posições na lista - Nova York, por exemplo, passou do 36º lugar para o 49º - e nenhuma está entre as 40 mais caras. Os preços, porém, continuam em alta: em cinco anos, o litro da cerveja dobrou para os nova-iorquinos, para mais de US$ 7.

- Os preços continuam subindo nos EUA. Mas o dólar mais fraco e um cenário de crise econômica ajudam a reduzir comparativamente o custo de vida nas cidades americanas - diz Copestake. - Normalmente, com a diminuição da atividade econômica e com as medidas de austeridade, uma demanda de consumo mais fraca faz com que os preços caiam. No entanto, ainda observamos uma inflação em alta no preço das commodities e outras medidas como o aumento de impostos, que podem ser notadas na cesta de consumo.

Desde 2006, o preço da gasolina tem aumentado de forma contínua na Europa - que abriga metade das 50 cidades mais caras do mundo - e nos EUA. Em Nova York, o litro, que saía a US$ 0,42 há cinco anos, custa hoje US$ 1,02. Em Londres, foi de US$ 1,07 para US$ 2,18. Já o preço de um quilo de pão praticamente dobrou em cinco anos, passando de US$ 3,50 para US$ 6,06 em Nova York. Em Moscou, quintuplicou - de US$ 1,50 para US$ 7,50. Os custos com viagens de trabalho, baseados em gastos básicos para um dia, subiram em praticamente todas as cidades, exceto em Tóquio, Oslo, Berlim, Madri e São Francisco.

Entre os latino-americanos, a Cidade do México subiu 14 posições, para a 57ª no ranking. A Cidade do Panamá é a mais barata das Américas, com um custo 40% menor que o de Nova York, no126º lugar. Caracas aparece com um custo semelhante ao da Grande Maçã. Santiago é a 77ª mais cara; Lima, a 106ª; Buenos Aires, a 108ª e Quito, 114ª

A pesquisa "Worldwide Cost of Living" é feita duas vezes ao ano e avalia os preços de 160 itens, como alimentos, produtos de higiene pessoal, roupas, transporte, serviços domésticos e outras contas, em 133 cidades de 93 países.


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