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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Livro conta trajetória e curiosidades sobre o AK-47

O Dia Online
12.02.11 às 21h32


POR JOÃO RICARDO GONÇALVES

Rio - Todo ano, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), 740 mil pessoas morrem ao redor do mundo, com ferimentos causados por armas de fogo dos mais diferentes tipos, tamanhos e calibres. Um único fuzil, porém, criado na década de 40, responde por até 250 mil dessas mortes: o AK-47. Autor do recém -lançado livro 'AK-47' (Ed. Record), o jornalista americano Larry Kahaner explica, em entrevista a O DIA, por que o fuzil ganhou o apelido de "a verdadeira arma de destruição em massa".

Na obra, Kahaner detalha o processo que levou o militar russo Mikhail Kalashnikov a criar o fuzil que leva o seu nome —Automat Kalashnikov 1947, AK-47 — e como a União Soviética o espalhou no mundo inteiro até que se tornasse, hoje, a arma principal de 50 exércitos regulares. Além deles, aliás, o armamento também é usado por toda sorte de foras da lei: terroristas, traficantes (inclusive cariocas), guerrilheiros e milicianos. De quebra, ainda virou símbolo em bandeira de país: Moçambique.


'INDESTRUTÍVEL'

O objetivo do livro, segundo o jornalista, era exatamente explicar como o AK se tornou tão "onipresente". "Notei que a arma continuava ao longo dos anos em quase todas as notícias sobre os combatentes rebeldes, antigovernamentais e terroristas", afirma. Entre os do 'sucesso' do AK estão os fatos de ele ser de simples montagem (poucas partes móveis), barato, resistente e continuar atirando sem falhar até sujo de areia ou encharcado de lama.

"Ela é fácil de usar, nunca trava e é quase indestrutível", diz Kahaner. Segundo o autor, com pouco treinamento qualquer pessoa comum pode usar o AK e representar perigo para os soldados mais bem treinados do mundo. "Existem armas melhores, mas eu não vejo nenhuma em condição de substituir o AK", afirma.


IRAQUE E AFEGANISTÃO

A prova é que o 'Kalash', como foi apelidado na Rússia, está longe da aposentadoria: está presente também nas guerras do Iraque e Afeganistão. Apesar dos atentados a bomba chamarem mais atenção, é o fuzil russo que causa mais vítimas. "As bombas são mais dramáticas, mas mais pessoas são mortas pelo AK. Foi um 'dedo no olho' dos americanos o fato de o exército do Iraque ter preferido o AK ao americano M-16. Os EUA tiveram de fornecê-lo ao exército iraquiano", lembra.

O autor lembra ainda fatos curiosos sobre o criador do fuzil, de 91 anos. "Ele não tem remorso sobre a invenção e costuma culpar os políticos pela guerra, mas expressou tristeza, numa ocasião que insurgentes atacaram a Rússia com a arma. A ironia, porém, é que Kalashnikov não fez nenhum dinheiro com sua invenção, enquanto Eugene Stoner, o inventor do M-16, fez dezenas de milhões de dólares", lembra.


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