UMA OPINIÃO BAMBA!

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para FHC, política fiscal será "batata quente" do próximo governo⁠

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Opinião do Blog:
Já dissemos isso aqui. A conta vai ser alta para o próximo governo, já que o atual "esculhambou" a disciplina fiscal, até para ganhar as eleições.

Ricardo Bampa - 25/11/2010
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Globo.com | Plantão | 25/11 às 14h07 Valor Online⁠


SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje que a política fiscal deve ser um dos principais desafios do próximo governo por tratar-se de uma "batata quente". Segundo o tucano, a política fiscal ficou frouxa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aumentado os gastos correntes com pessoal, em vez de ampliar os investimentos. "Fala-se muito em PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas o governo arrecada 35% ou 36% do PIB. Disso, apenas 1% vai para investimento. O resto é gasto. Mas o que assegura emprego é mais investimento", disse antes de dar uma palestra na capital paulista.

Em mais uma crítica ao governo federal, o ex-presidente declarou que o país deve pensar de forma estratégica e não se limitar a fazer projetos de impacto, como o trem-bala. "É preciso fazer menos micagem. O Brasil vai ser a quinta potência? Tomara, mas potência para mim não tem significado se for apenas econômica e militar. Estamos crescendo, mas ainda estamos tropeçando em muita coisa", declarou.

Questionado se a política fiscal poderia se tornar uma "herança maldita" do governo Lula, FHC afirmou que o termo serve apenas para alimentar brigas políticas. "Não gosto dessa expressão que eles inventaram para me criticar. Mas usaram minha herança o tempo todo. Não acho que o Brasil tenha uma herança maldita. Estamos avançando", acrescentou.

Apesar das críticas, o ex-presidente descartou a hipótese de que o tripé da economia - meta de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - possa sofrer abalos no governo de Dilma. Na sua opinião, ao chegar ao poder, o PT e o presidente Lula aprenderam que não dá para brincar com a inflação.

Ao falar na palestra especificamente sobre a presidente eleita, Dilma Rousseff, FHC voltou mais uma vez à questão fiscal, ao prever que a petista terá de ter habilidade para arbitrar as pressões do Congresso. O tucano classificou Dilma como "teimosa e racional" ao mesmo tempo. "Vamos ver o que vai prevalecer. Espero que tenha capacidade de se definir", ressaltou FHC, acrescentando que a presidente eleita é mais vulnerável às questões do Congresso.

FHC, no entanto, evitou fazer maiores comentários sobre a equipe econômica em formação. Segundo ele, antes de qualquer avaliação, é preciso esperar as medidas que vão ser tomadas. "Eu sempre fiquei muito irritado quando estava no governo e começavam a julgar intenções. A gente deve julgar atos."

Mesmo assim, FHC previu que os sinais de avanço da inflação devem levar a um aperto monetário em breve. Além disso, ele enfatizou que a equipe econômica terá de "rebolar" um pouco mais do que a atual diante dos ventos da economia mundial, que não estão mais tão favoráveis.

Sobre o futuro presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ex-presidente disse que se trata de um técnico competente.

(Fernando Taquari | Valor)


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