UMA OPINIÃO BAMBA!

UMA OPINIÃO BAMBA!

Textos Interessantes e Curiosidades, Humor, Seinfeld, Política, Economia, Negócios, SPFC, Esportes, próprios ou não, mas sempre dando o devido crédito. Ou não?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PUDINS VIRARAM MILHAS AÉREAS


(http://www.viajao.com/2013/09/19/voar-de-graca-com-milhas-aereas/)


PUDINS VIRARAM MILHAS AÉREAS


BY XÓIA ON 

Pudins viraram milhas aéreas

—

“Milhas aéreas são demais, elas podem ser usadas para voar de graça, garantir estadias em hotéis e, se você tiver muita sorte , ainda ganha o desprezo e o ódio de todos que tiveram de pagar o preço total quando viajam. O rei de todos os que viajam de graça é David Phillips, um engenheiro civil que dá aulas na Universidade da Califórnia.

David chamou a atenção da grande mídia, quando conseguiu converter cerca de 12.150 potinhos de pudim de chocolate Healthy Choice em mais de um milhão de milhas aéreas. Desde então, David e toda a sua família viajam o mundo de cabo a rabo.

Então, como é que ele fez isso? Bem, primeiro é preciso explicar o tipo de homem que David Phillips é. Ele é o tipo de cara que lê cada letrinha dos rótulos das coisas. O tipo de cara que aprendeu a contar cartas apenas para que nunca seja roubado em um cassino.

De fato, Phillips afirmou que ele provavelmente poderia ter sido um jogador de cartas profissional, se não fosse pela fumaça do cigarro. Sim, esse cara gosta mais de ar fresco do que do cheiro ‘almiscarado’ de sucesso.

Foto de avião na pista

Sua mais famosa dedicação foi em 1999, quando ele viu que a Healthy Choice estava com uma promoção na seção de congelados. A oferta foi a seguinte: para cada 10 códigos de barras do seu produto enviados, o consumidor ganharia 500 milhas.

No entanto, a empresa estipulou que as pessoas que participassem da promoção no primeiro mês, receberiam o dobro, ou seja, 1.000 milhas aéreas na compra de 10 produtos.

Foto de pudim de chocolate com chantilly

David, então, vasculhou os supermercados locais para ver qual produto oferecido tinha o melhor retorno potencial. Depois de bater perna, ele encontrou o que estava procurando: uma rede de supermercados de descontos estava vendendo potinhos de pudim de chocolate por 25 centavos cada. Isso significava que por míseros USD 2,50, ele poderia ganhar 1000 milhas aéreas.

Para concretizar o excelente retorno que poderia receber, David foi às lojas da rede em um dia e comprou todos os potinhos de pudim que eles tinham.

Agora, você provavelmente está pensando ‘um cara andando em várias lojas e pedindo para comprar todo o estoque de pudim existente, até mesmo os guardados no depósito, iria levantar suspeitas’, e se alguém percebesse o que ele estava fazendo e quisesse tentar também? David, aparentemente, tinha a mesma preocupação. Ao comprar os pudins, ele dizia às pessoas que  estava fazendo isso para estocar.

Quatro potes de pudim de chocolate

Ao todo, David gastou pouco mais de 3.000 dólares em pudim, o que pode parecer muito, até você perceber o valor total em dólares das milhas que ele estava para receber: era superior a USD 150.000. No entanto, antes disso, ele realmente tinha que enviar todos os códigos de barras.

De acordo com David , sua esposa criou bolhas de tanto arrancar centenas de códigos de barras. Seus filhos e colegas de trabalho enjoaram da enorme quantidade de pudim de chocolate que ele estava empurrando sobre eles. Além disso, David começou a duvidar que seriam capazes de retirar todos os códigos de barras a tempo de participar da parte em dobro da promoção.

Mas David tinha uma outra ideia: por que ele precisaria ter sua esposa e filhos sofrendo, quando ele poderia levar os outros a fazer o trabalho braçal para ele ?

David foi ao Exército da Salvação local com uma oferta. Se eles lhe dessem um monte de voluntários para arrancar todos os códigos de barras, ele doaria todos os pudins para eles. E aqui é a parte mais interessante, a considerável doação deixou David reivindicar pouco mais de 800 dólares em deduções fiscais no final do ano.

Homem fazendo doação para o Exército da Salvação

Mas os benefícios do esquema de David não terminaram aí. Depois de enviar os códigos de barras, ele agora tinha oficialmente um milhão de milhas em suas contas de ‘passageiro frequente’, o que deu a ele, automaticamente, o acesso vitalício para algo chamado “American Airlines AAdvantage Gold Club” – ele e sua família ganharam uma série de regalias relacionadas a voos incríveis para o resto de suas vidas.

Mas nós ainda não chegamos à melhor parte. David provavelmente nunca vai ficar sem milhas porque ainda está ganhando milhas cerca de cinco vezes mais rápido do que está gastando.

Apesar de viajar , muitas vezes, graças a vários programas de incentivo de passageiro frequente , ele continua de olho e explora promoções parecidas com a do pudim. Hoje, ele tem mais de 4 milhões de milhas em várias contas e já voou para mais de 20 países.

Vários códigos de barras

No final, para um custo de pouco mais de USD 3000 (ou menos, se você tirar a dedução de impostos), e alguns outros acordos semelhantes, David nunca mais vai ter que pagar por um vôo em sua vida. Gênio.”


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Visual History of Nobel Prizes and Notable Laureates, 1901-2012


(http://www.brainpickings.org/index.php/2012/11/29/giorgia-lupi-noble-prizes-visualization/)


A Visual History of Nobel Prizes and Notable Laureates, 1901-2012

by 

Mapping the greatest cultural and scientific advances in modern history with inspiration from John Cage’s music.

After her wonderful visual timeline of the future based on famous fiction last week, I asked Italian information visualization designer Giorgia Lupi and her team at Accurat to create an exclusive English version of another fantastic visualization designed for La Lettura, the Sunday literary supplement of Italian newspaper Corriere Della Sera — this time exploring the history of Nobel Prizes and laureates since the dawn of the awards in 1901.

Visualized for each laureate are prize category, year the prize was awarded, and age of the recipient at the time, as well as principal academic affiliations and hometown. Each dot represents a Nobel laureate, and each recipient is positioned according to the year the prize was awarded (x axis) and his or her age at the time of the award (y axis).

(Click image for hi-res version)

Also highlighted are several record-holding laureates — like Marie Curie, for instance, who endures not only as the first woman to win a Nobel Prize but also as the first person to win two Nobel Prizes, and in two different sciences at that, chemistry and physics.

What makes the visualization especially interesting is that Lupi, herself a pianist, was inspired by the work of legendary composer John Cage and the fantastic Notations 21 project. She tells me:

I love the way Cage composes the overall visual architecture of his pieces. Of course, they are functional (sheets to be played) but they are also very graceful in terms of visual beauty.

Indeed, she points out that there are a number of parallels between data visualization and Cage’s work, including non-linear storytelling, layering and hierarchies of information, a clear overall structure for each piece, a focus on overall architecture rather than individual elements, words within diagrams, and a convergence of emotive and functional beauty.


domingo, 15 de setembro de 2013

Bumper Stickers

"You have the right to remain silent. Anything you say will be misquoted, then used against you."


Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

Amazing Facts

"Today's modern Italian language originated in the region of Tuscany." - Amazing Facts


Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

sábado, 14 de setembro de 2013

World Wonders - Most Expensive Wine

"Most expensive Wine - $275 000

These hundred year old bottles of Champagne from the Heidsieck vineyard in Champagne took over eighty years to reach their destination. Shipped to the Russian Imperial family in 1916, a shipwreck off the coast of Finland caused this champagne to be lost at sea until divers discovered over 200 bottles in 1997. Now they're finally being sold--to wealthy guests at the Ritz-Carlton hotel in Moscow, at least. " - brought to you by "World Wonders"



sábado, 31 de agosto de 2013

IGUALDADE e EQUIDADE - BASE DA MERITOCRACIA




IGUALDADE e EQUIDADE - BASE DA MERITOCRACIA         (31/08/2013)



"A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais a medida em que se desigualem "




Para que servem os juízes, senão interpretar as leis e as regras "duras" aos casos particulares? Senão, bastaria ler o livro, as regras, e pronto! Isso é igualdade? Isso é Equidade?

Equidade = Bom Senso!

"A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais a medida em que se desigualem "
Aristóteles (em grego antigo: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs; Nasceu em Estagira, Grécia Antiga, em 384 a.C. — e Morreu aos 62 anos em Atenas, Grécia Antiga, em 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande.

O Princípio da Equidade reflete e espelha o que diz Aristóteles. Equidade consiste na adaptação da regra existente à situação concreta, observando-se os critérios de justiça e igualdade. Pode-se dizer, então, que a equidade adapta a regra a um caso específico, a fim de deixá-la mais justa. Ela é uma forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para as duas partes. 

Na Idade Média, o pensamento de São Tomás de Aquino (Tomás de Aquino OP (Nasceu em Roccasecca, Itália, em 1225 — Morreu aos 49 anos em Fossanova, Itália, em 7 de março 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e Doutor da Igreja cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.) baseado em Aristóteles, ligou a equidade a algo útil para a aplicação do direito. A equidade também obteve sinônimo de virtude e de prudência; ou seja, julgar mais justamente.

Daí vem a base de toda a concepção aristotética-tomista (direito natural e equidade preponderante).

É a flexibilização da norma aplicável para não resultar em injustiça, ou criação e aplicação pelo juiz de nova norma especifica para caso concreto específico.

As regras são réguas que orientam, mas é a flexibilização sensata delas que resultam em justiça, e não a fria e dura aplicação das mesmas. 

A Equidade é que faz Justiça!

Na MERITOCRACIA, onde se considera o mérito como aptidão e razão principal para se atingir o topo, ou conquistar as metas, a EQUIDADE deve ser preponperante. Parafraseando Aristóteles, podemos dizer que na Meritocracia, "tratar os diferentes de maneira igual é tão injusto como tratar os iguais de maneira diferente". 

Está nas mãos dos gestores, dos juízes, gerar ambientes "felizes" com profissionais felizes, que geram mais resultados e lucros, criando assim um ciclo virtuoso de sucesso. E a sensação e percepção de JUSTIÇA, EQUIDADE, e MERITOCRACIA alimentam esse ciclo, e se alimentam nele.



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Veja na íntegra o histórico discurso de Martin Luther King






Veja na íntegra o histórico discurso de Martin Luther King

Há 50 anos o pastor e ativista Martin Luther King fazia seu discurso histórico, "Eu tenho um sonho", contra a segregação racial nos Estados Unidos




Martin Luther King

Martin Luther King: líder da luta pelos direitos civis proferiu um dos discursos mais famosos dos EUA


São Paulo – Em 28 de agosto de 1963, o pastor e líder do movimento contra a segregação racial nos Estados Unidos Martin Luther King discursou sobre seu sonho de uma América (e um mundo) com igualdade entre negros e brancos. 

O discurso foi proferido em Washington, durante uma marcha que reuniu cerca de 250 mil pessoas contra as políticas racistas e pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. 

Suas palavras ecoaram em um contexto de divisão e segregação racial no país que se colocava como moderno e como liderança mundial. Enquanto os norte-americanos possuíam as mais avançadas tecnologias e armas, negros eram impedidos de dividir espaços com brancos, o casamento entre negros e brancos era proibido e jovens afrodescendentes tinham acesso limitado à educação. Na Guerra Fria, os Estados Unidos faziam a propaganda de que aquele era o regime e o país onde todos gostariam de viver - exceto os negros, que tinham de se limitar aos assentos reservados nos ônibus.

Desde que o pastor proferiu seu discurso há 50 anos, muitas leis segregacionistas foram derrubadas no país e muitos direitos foram garantidos aos negros. Ainda assim, as palavras do homem que virou símbolo da luta por vias não-violentas ainda têm a mesma força e urgência das décadas passadas.

Confira abaixo o vídeo do evento e o discurso na íntegra. 

"Estou feliz em me unir a vocês hoje naquela que ficará para a história como a maior manifestação pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás um grande americano, em cuja sombra simbólica nos encontramos hoje, assinou a proclamação da emancipação [dos escravos]. Este decreto momentoso chegou como grande farol de esperança para milhões de escravos negros queimados nas chamas da injustiça abrasadora. Chegou como o raiar de um dia de alegria, pondo fim à longa noite de cativeiro.

Mas, cem anos mais tarde, o negro ainda não está livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro ainda é duramente tolhida pelas algemas da segregação e os grilhões da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro habita uma ilha solitária de pobreza, em meio ao vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro continua a mofar nos cantos da sociedade americana, como exilado em sua própria terra. Então viemos aqui hoje para dramatizar uma situação hedionda.

Em certo sentido, viemos à capital de nossa nação para sacar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república redigiram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Independência, assinaram uma nota promissória de que todo americano seria herdeiro. Essa nota era a promessa de que todos os homens, negros ou brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à busca pela felicidade.

É evidente hoje que a América não pagou esta nota promissória no que diz respeito a seus cidadãos de cor. Em lugar de honrar essa obrigação sagrada, a América deu ao povo negro um cheque que voltou marcado "sem fundos".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o Banco da Justiça esteja falido. Nos recusamos a acreditar que não haja fundos suficientes nos grandes depósitos de oportunidade desta nação. Por isso voltamos aqui para cobrar este cheque --um cheque que nos garantirá, a pedido, as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.

Também viemos para este lugar santificado para lembrar à América da urgência ferrenha do agora. Não é hora de dar-se ao luxo de esfriar os ânimos ou tomar a droga tranquilizante do gradualismo. Agora é a hora de fazermos promessas reais de democracia. Agora é a hora de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o caminho ensolarado da justiça racial. É hora de arrancar nossa nação da areia movediça da injustiça racial e levá-la para a rocha sólida da fraternidade. Agora é a hora de fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação passar por cima da urgência do momento e subestimar a determinação do negro. Este verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará enquanto não chegar um outono revigorante de liberdade e igualdade.Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo.

Os que esperam que o negro precisasse apenas extravasar e agora ficará contente terão um despertar rude se a nação voltar à normalidade de sempre. Não haverá descanso nem tranquilidade na América até que o negro receba seus direitos de cidadania. Os turbilhões da revolta continuarão a abalar as fundações de nossa nação até raiar o dia iluminado da justiça.

Mas há algo que preciso dizer a meu povo posicionado no morno liminar que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso lugar de direito, não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos saciar nossa sede de liberdade bebendo do cálice da amargura e do ódio.

Temos de conduzir nossa luta para sempre no alto plano da dignidade e da disciplina. Não devemos deixar nosso protesto criativo degenerar em violência física. Precisamos nos erguer sempre e mais uma vez à altura majestosa de combater a força física com a força da alma.

A nova e maravilhosa militância que tomou conta da comunidade negra não deve nos levar a suspeitar de todas as pessoas brancas, pois muitos de nossos irmãos, conforme evidenciado por sua presença aqui hoje, acabaram por entender que seu destino está vinculado ao nosso destino e que a liberdade deles está vinculada indissociavelmente à nossa liberdade.

Não podemos caminhar sozinhos.

E, enquanto caminhamos, precisamos fazer a promessa de que caminharemos para frente. Não podemos retroceder. Há quem esteja perguntando aos devotos dos direitos civis 'quando vocês ficarão satisfeitos?'. Jamais estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos desprezíveis horrores da brutalidade policial.

Jamais estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados da fadiga de viagem, não puderem hospedar-se nos hotéis de beira de estrada e nos hotéis das cidades. Não estaremos satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for apenas de um gueto menor para um maior. Jamais estaremos satisfeitos enquanto nossas crianças tiverem suas individualidades e dignidades roubadas por cartazes que dizem 'exclusivo para brancos'.

Jamais estaremos satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova York acreditar que não tem nada em que votar.

Não, não estamos satisfeitos e só ficaremos satisfeitos quando a justiça rolar como água e a retidão correr como um rio poderoso.

Sei que alguns de vocês aqui estão, vindos de grandes provações e atribulações. Alguns vieram diretamente de celas estreitas. Alguns vieram de áreas onde sua busca pela liberdade os deixou feridos pelas tempestades da perseguição e marcados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês têm sido os veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que o sofrimento imerecido é redentor.

Voltem ao Mississippi, voltem ao Alabama, voltem à Carolina do Sul, voltem a Geórgia, voltem a Louisiana, voltem aos guetos e favelas de nossas cidades do norte, cientes de que de alguma maneira a situação pode ser mudada e o será. Não nos deixemos atolar no vale do desespero.

Digo a vocês hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã, ainda tenho um sonho.

É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e corresponderá em realidade o verdadeiro significado de seu credo: 'Consideramos essas verdades manifestas: que todos os homens são criados iguais'.

Tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da irmandade.

Tenho um sonho de que um dia até o Estado do Mississippi, um Estado desértico que sufoca no calor da injustiça e da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e de justiça.

Tenho um sonho de que meus quatro filhos viverão um dia em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo teor de seu caráter.

Tenho um sonho hoje.

Tenho um sonho de que um dia o Estado do Alabama, cujo governador hoje tem os lábios pingando palavras de rejeição e anulação, será transformado numa situação em que meninos negros e meninas negras poderão dar as mãos a meninos brancos e meninas brancas e caminharem juntos, como irmãs e irmãos.

Tenho um sonho hoje.

Tenho um sonho de que um dia cada vale será elevado, cada colina e montanha será nivelada, os lugares acidentados serão aplainados, os lugares tortos serão endireitados, a glória do Senhor será revelada e todos os seres a enxergarão juntos.

Essa é nossa esperança. Essa é a fé com a qual retorno ao Sul. Com esta fé poderemos talhar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar os acordes dissonantes de nossa nação numa bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé podemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir à cadeia juntos, defender a liberdade juntos, conscientes de que seremos livres um dia.

Esse será o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com novo significado: "Meu país, é de ti, doce terra da liberdade, é de ti que canto. Terra em que morreram meus pais, terra do orgulho do peregrino, que a liberdade ressoe de cada encosta de montanha".

E, se quisermos que a América seja uma grande nação, isso precisa se tornar realidade.

Então que a liberdade ressoe dos prodigiosos picos de New Hampshire.

Que a liberdade ecoe das majestosas montanhas de Nova York!

Que a liberdade ecoe dos elevados Alleghenies da Pensilvânia!

Que a liberdade ecoe das nevadas Rochosas do Colorado!

Que a liberdade ecoe das suaves encostas da Califórnia!

Mas não só isso --que a liberdade ecoe da Montanha de Pedra da Geórgia!

Que a liberdade ecoe da Montanha Sentinela do Tennessee!"

Que a liberdade ecoe de cada monte e montículo do Mississippi. De cada encosta de montanha, que a liberdade ecoe.

E quando isso acontecer, quando deixarmos a liberdade ecoar, quando a deixarmos ressoar em cada vila e vilarejo, em cada Estado e cada cidade, poderemos trazer para mais perto o dia que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestante e católicos, poderão se dar as mãos e cantar, nas palavras da velha canção negra, "livres, enfim! Livres, enfim! Louvado seja Deus Todo-Poderoso. Estamos livres, enfim!"